sexta-feira, 30 de maio de 2014

Comprimentos mais comuns para colares

A função do blog é trazer curiosidades e informações a respeito do mundo dos acessórios, e a postagem de hoje busca esclarecer a respeito da nomenclatura dada aos diferentes tamanhos observados em colares.

Crédito da imagem: http://faicchia.com/?page_id=1658

O modelo "Coleira" é aquele que fica bem ajustado ao pescoço, tendo em média de 30 a 35 cm.

A "Gargantilha", o mais comum dos comprimentos, acomoda-se no pescoço na altura do ossinho da "saboneteira", tendo de 35 a 40 cm.

Em seguida, temos o modelo "Princesa", que cai elegantemente alongando o pescoço com sua curvatura, valorizando o colo, com 43 a 48 cm.

O comprimento "Matinée" chega à altura do busto, assentando-se sobre este, com tamanho entre 50 e 60 cm.

Já o modelo "Ópera" prolonga-se até o meio do abdômen, permitindo o uso do famoso "nozinho", medindo de 70 a 85 cm.

Por fim, temos o colar "Corda", com 110 cm ou mais, podendo ser usado em volta dupla, como cinto, pulseira de várias voltas, uma peça bem versátil.

Estes modelos podem ser mesclados em composições interessantíssimas, brincando com volumes, cores e comprimentos, dando um toque muito pessoal e especial ao look.


terça-feira, 29 de abril de 2014

Da beleza de trabalhar com pedras

Hoje, inspirada pela ágata que me escolheu para ser transformada em joia, quero falar um pouquinho sobre pedras - ou gemas, no jargão joalheirês.
Trabalhar com gemas, sejam elas em estado bruto, roladas, lapidadas, em drusas ou em qualquer outra apresentação, é ter nas mãos um pouquinho das origens e da história da própria Terra: adornos que se produzem com um material belíssimo que descansou por milhares de anos nas entranhas do planeta, e que desde o nascimento da humanidade fascina nossos olhos e nossa imaginação.
Antes, havia uma classificação, tendenciosamente europeia, que denominava como preciosas apenas as gemas encontradas no Velho Continente: safiras, rubis e esmeraldas, além do imbatível diamante. Todas as demais eram consideradas "semi-preciosas".
Hoje em dia este conceito caiu por terra, sendo todas consideradas preciosas, e a variação de preços refere-se à raridade e propriedades físico-químicas que lhes conferem maior ou menor valor de mercado.

Fonte: www.blog.artstones.com.br

A variedade de gemas encontradas no mundo é muito grande, e sempre que possível trarei um pouco de informação sobre esse universo delicioso.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Sobre o projeto "Tempero do Look" (Parte 2)

Depois de comentar um pouco as origens, nesta postagem (e pedindo desculpas pelo afastamento temporário do blog), continuo com a saga da eterna e inquieta estudiosa de moda e acessórios, vulgo eu mesma.
O tempo e o conhecimento amadurecem ideias e refinam a produção, a observação do mundo nos torna mais críticos e exigentes, e assim dialogamos de forma cada vez mais profunda com a nossa época.
Muitas leituras, cursos, conversas, palestras, workshops, vivências são necessários para fazer com que uma ideia salte do mundo interior para o exterior.
Nos tempos da faculdade, descartada a hipótese de direcionar a criação para o vestuário, interessei-me pelo aspecto comunicativo da moda, em especial a construção da identidade através do estilo pessoal. Lendo mestras como Constanza Pascolato, Inès de la Fressange, Titta Aguiar, Glória Kalil, Nina Garcia, cada vez mais tive a certeza da força da imagem pessoal.
Sim, a maneira como nos apresentamos é fundamental para criar um imaginário a nosso respeito. Em um mundo essencialmente visual, a imagem é uma marca muito poderosa.
Nesta semana, uma frase colhida em outro contexto confirmou esse pensamento. O pensador francês Gaston Bachelard nos diz:
"As verdadeiras imagens são gravuras. A imaginação grava-as em nossa memória."
Se pensarmos desta forma, a imagem que projetamos no mundo, diante do olhar do outro, torna-se uma marca indelével na memória.
E acredito que, sendo assim, o objetivo de todo ser social é comunicar ao mundo sua verdade, sua essência, sua identidade. Demostrando respeito e cuidado, fazendo sempre o melhor que está ao seu alcance.
De forma alguma defendo o esnobismo e a afetação, a frescura, a vaidade. Falo de coisas simples, do auto-conhecimento, do estar à vontade com aquilo o que se é e transparecendo isto de forma natural.
A moda existe como expressão do tempo em que vivemos, e o estilo como um retrato daquilo o que somos. O tempo passa, a moda muda, o estilo se refina.
Pensando nesse desafio, o de mudar com o tempo permanecendo-se essência, criei o projeto "Tempero do Look", onde num mix de produção autoral com peças garimpadas em minhas pesquisas e viagens, apresento propostas contemporâneas de adornos que complementam com elegância os looks nossos de cada dia, acrescentando frescor e charme às produções, em conformidade e respeito ao modo de ser individual. Enfim, trazer opções originais e únicas, para sublinhar a mensagem de vida de cada um.
O objetivo é temperar a imagem, dando-lhe novas cores, sabores e texturas.

Crédito da imagem: http://cassiafroio.blogspot.com.br/2011/11/temperando-sua-vida.html

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Tempero do Look na coluna "Gran Angular", em um jornal argentino!

Depois de alguns dias sem publicar, devido às tarefas natalinas, volto com esta surpresa, um artigo escrito por meu amigo de longuíssima data (20 anos), Valdir Peyceré, fotógrafo, poeta e colunista de um jornal na cidade de Santa Rosa de Calamuchita, província de Córdoba, na Argentina. Nesse artigo, publicado no dia 21/12/2013, no jornal "Tr3s", Valdir estabelece um diálogo com colocações deste blog.
Nossas sempre produtivas conversas, acerca de literatura, cultura, artes, música, e agora moda, geraram esse entrecruzamento de linguagens, em que a obsessão imagética do fotógrafo meets a inquietação criativa que a imagem pessoal me causa.
Enfim, mesmo em espanhol, acredito que a compreensão seja fácil.
Fico muito feliz por esse fato, já que em menos de um mês de existência ganhamos uma menção internacional!

Algo sobre moda
Yo no puedo más ser punk en Hamburgo o Liberpool;
ahora soy más viejo y veo el mundo con otros ojos (…)”
John Lennon
Crédito da imagem: Valdir Peyceré.

La moda, el estilo… forman parte de nuestros hábitos, la manera en que nos vestimos es parte de nuestra forma de ser y nuestra manera de decir cosas sin decirlas. La moda de los junkies de los 90, de los punks de los 80 (atrasados casi un lustro de los ingleses que habían comenzado a partir del final de los 70 con bandas como Sex Pistols, Ramones o The Clash); la moda hippie de los 60 (con el punto alto en el Carnaby Street londinense y el famoso recital en Woodstock…). En la tele a veces me gusta agarrar aquellos “viejos” films y adivinar más o menos en que época fueron producidos. ¿Cómo los reconocemos?. Generalmente por el atuendo de las mujeres. Los peinados, la pintura (por suerte ahora se pintan menos… nunca me gustó el exceso de mak-up en las chicas!). Hace tiempo una bella periodista brasileña me quiso entrevistar en plena Av. Paulista… me señaló en el “montón” de transeúntes que pululan por la espina dorsal y nerviosa del corazón financiero paulistano y me preguntó como elegía mi ropa. Se refería a la ropa con que salía a la calle… Le pareció algo singular o personal mi indumentaria. Después, hablando, creo que se decepcionó un poco por lo que dije (en aquella época, mediados de los 90, no tenía La cancha que creo haber adquirido con los años de tanto hablar en y con los medios). Siempre recuerdo aquel momento. Mi amiga Silvia Regina Cabrera en su blog www.temperodolook.blogspot.com coloca con bastante felicidad que el “lifestyle” “es una traducción de nuestro mundo interior” y que “la moda sale de moda; el estilo, jamás”. Y agrega: La moda es lo que los otros hacen para que nosotros usemos. Estilo es algo forjado internamente, son las búsquedas y aquello que escogemos a lo largo de nuestra vida. Y por fin, dos cosas que me parecen fundamentales: “Moda es oferta; estilo es elección”. “El estilo es la manera que encontramos para decir quienes somos”. Tener o no estilo; esa es la cuestión.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Sobre o projeto "Tempero do Look" (parte 1)

Para quem me conhece, sabe que na trajetória dos últimos cinco anos percorri um grande circuito "fashion": faculdade de Moda, cursos de design joalheiro, ourivesaria, produção de moda, personal stylist, branding... Enfim, uma imersão radical neste mundo das rendas, babados e glamour (#sqn).
Brincadeiras à parte, neste percurso fui percebendo claramente tudo o que NÃO GOSTO na Moda - e a confecção ganhou disparado. Definitivamente não nasci para agulhas, máquinas de costura, moldes, tecidos...
No entanto, desde muito tempo brinco timidamente com miçangas, contas, pedrarias, strass, correntes, fundições... Das pulseirinhas feitas com fio de silicone e contas plásticas da 25 de março (com minha primeira label, a "Bijukitty's"); das peças (já com a segunda marca, "Balaio da Gata") com ar rebelde e "experimental" que ganharam as prateleiras do extinto Espaço Sarabelga em Moema no ano de 2008, e posteriormente pelas mãos da Sarah Lima chegaram a marcar presença rápida em Berlim e Paris... Destas produções até a primeira vez em que chamusquei o dedo no maçarico recozendo a prata para fazer minha primeira joia de verdade... São mais de sete anos me divertindo e aprendendo muito a respeito desse mundo chamado acessório.
O tempo, as experiências, o conhecimento acadêmico, tudo se somou e amadureceu minha visão a respeito do assunto. Pelo fato de já existir uma loja chamada "Balaio das Gatas", troquei o nome do projeto. Senti que poderia ousar mais. E pensando na questão do Estilo Pessoal, e de como um acessório pode transformar um visual insosso em uma imagem marcante e cheia de personalidade... Então, os acessórios para mim são o "Tempero do Look". E assim foi batizada a criança.
Depois deste breve "revival", no próximo post falarei a respeito desta nova fase.

Peça criada em 2008, colar "Floresta Tropicália", inspiração Tropicalismo, para o Espaço Sarabelga.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Seu estilo, seu mundo!

Atualmente, fala-se muito em LIFESTYLE, ou "Estilo de Vida". Parece que finalmente reconhece-se que não somos produtos que cabem numa única caixinha padronizada. Que, sendo únicos, não é mais do que natural que sejamos em essência diferentes!
Mas, mesmo na diferença, a natureza humana nos une em certos pontos, fazendo com que partilhemos de afinidades com outros seres da nossa espécie.
Já falei um pouquinho do ESTILO PESSOAL, e propositadamente vou destilando em gotas a conversa, afinal o intuito dos textos é gerar reflexões, e não despejar montes de informações. O mundo já faz isso conosco o tempo todo, o blog quer dar a chance de uma pausa para respirar!
Sobre a questão do estilo, na vida pessoal, o importante é saber que ele veste uma pessoa real que carrega dentro de si um universo inteiro. Sim, os nossos gostos, crenças, opiniões, cultura, valores, lembranças, esperanças, até as pequenas (e grandes) loucuras, tudo extravasa para o exterior pelo vestir e pelo adornar-se. E esse estilo se prolonga nas nossas escolhas do dia-a-dia, assim vamos construindo e transformando os nossos espaços em pequenos retratos de quem somos.

Painel "Estilo de Vida" para o Portifólio de Conclusão de Curso "Design de Joias" SENAI 2011.

Aquela pessoa metódica que gosta de tudo organizadinho...
O sujeito "cuca-fresca" que é um simpático desorganizado...
A pessoa totalmente high-tech...
Aquele que se atrapalha até com os botões do controle-remoto da TV...
O amante da natureza, que adora andar descalço na grama...
O cosmopolita, apreciador das grandes metrópoles e suas estruturas lineares e concretas...
Há os minimalistas, assim como existem os barrocos!
O lifestyle é uma tradução do nosso mundo interior. Aos poucos, vamos nos acercando daquilo que gostamos, dos objetos com os quais nos identificamos, e o estilo vai dando a nossa "cara" a tudo o que nos diz respeito.
O que o seu espaço comunica sobre você?

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Um estilo pra chamar de seu...

Crédito da imagem: http://www.unique-se.com.br

Depois de alguns aspectos introdutórios sobre a história dos acessórios, definições de moda e estilo, filosofia da ornamentação humana, agora quero iniciar a conversa sobre os estilos individuais, o primeiro passo para que possamos "nos encontrar" no mundo do vestuário e dos acessórios.
Todos nós temos um "estilo", ou seja, uma forma marcante de estar no mundo. Mesmo que não saibamos!
Aquele "jeitinho especial" em algum gesto cotidiano, palavras os expressões que usamos com frequência, o perfume predileto, a maneira como penteamos os cabelos ou colocamos uma echarpe nos ombros... Há uma série de "sinais" que deixamos por onde passamos, até que um dia alguém reconhece essas mensagens e afirma: "Ah, isso é a sua cara!"
Em tudo o que fazemos, deixamos impresso algo pessoal. O estilo começa aí. E se estende para além das fronteiras interiores, nossas crenças, valores e ideais extravasam o plano das ideias e chegam ao mundo exterior, aonde se comunicam com outras pessoas.
A roupa que usamos: o tecido, o corte, o comprimento, a modelagem ampla ou mais justa, a cor, as estampas - ou ausência delas, o "combinar tudo" ou o "descombinar total", sim, todos estes elementos representam um depoimento a respeito de nós. Pois são frutos de escolhas, sejam elas conscientes ou inconscientes.
Aquilo que vestimos, calçamos, usamos como complemento, são a materialização da nossa personalidade. São uma comunicação direta com o mundo ao redor de nós.
Você já se olhou no espelho com divertida curiosidade, e perguntou-se: "Afinal, qual é o meu estilo?"